Publicação original do Ministério do Trabalho:

http://trabalho.gov.br/noticias/4811-instituicao-transforma-pacientes-em-socios-de-empreendimentos-da-economia-solidaria

O Ministério do Trabalho investiu R$ 2 milhões para incentivar projetos de economia solidária em unidades de saúde mental em São Paulo. O Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira foi um dos beneficiados pelo Projeto Redes.

O Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira, localizado em Sousas, Campinas/SP, é referência em tratamento de saúde mental no Brasil. Mas não é só isso. A instituição também está se destacando pela inclusão social dos pacientes por meio da economia solidária. O Ministério do Trabalho (MTb) investiu aproximadamente R$ 2 milhões em 142 empreendimentos econômicos solidários em São Paulo, sendo 12 na entidade Dr. Cândido Ferreira.

São projetos de agricultura orgânica, jardinagem de condomínio, papelaria artesanal, marcenaria, serralheria, costura, vitral, mosaico, e da área de alimentação. Juntos envolvem cerca de 800 pessoas, das quais cerca de 300 estão na Dr. Cândido Ferreira. E todos que participam das oficinas recebem em média meio salário mínimo. Mas dependendo da oficina e da hora trabalhada, podem ganhar um salário mínimo líquido.

O modelo do Dr. Cândido Ferreira deu tão certo que eles têm a própria loja-café para comercializar os produtos e, além disso, participam de feiras na cidade de São Paulo. Uma das mais famosas, na qual também participam outros empreendimentos de unidades de saúde mental da cidade, é a Feira de Economia Solidária que ocorre na Avenida Paulista e no Parque Mário Covas. Os eventos são realizados uma vez por mês há mais de quatro anos todos os meses. Toda comercialização dos coletivos de Campinas tem a assistência da Associação Cornélia Vlieg, por meio do Núcleo de Oficinas de Trabalho (NOT).

Para o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, é importante para o país que o governo federal incentive ações de apoio e fomento à formação de coletivos de geração de renda e trabalho, sobretudo, para pessoas em desvantagem – por condição física, psíquica ou por situações específicas – serem incluídas na sociedade e conseguirem maior autonomia econômica.

“Buscamos a solidariedade, a inclusão social e a geração de alternativas concretas para melhorar as condições da existência de segmentos menos favorecidos da sociedade. A economia solidária tem respondido com bons resultados no alcance desses objetivos. O Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira é um exemplo que une a política nacional de saúde mental à de promoção de trabalho e renda”, ponderou Nogueira.

Conforme a coordenadora do Projeto Redes, do Instituto Integra para o Desenvolvimento, conveniada à Subsecretaria de Economia Solidária (Senaes), Isadora Santos, a maior parte dos empreendimentos são compostos por pessoas de baixa renda, e cerca de 25% recebem benefício social ou previdenciário devido à sua condição de saúde mental.

A maioria dos empreendimentos participa de Fóruns de Economia Solidária locais e estaduais, e diversos deles são integrantes de comissões e/ou são delegados, como a Rede de Saúde Mental e Economia Solidária, que agrega todas as oficinas de trabalho do estado.

Segundo o presidente da Unisol Brasil, Leo Pinho, uma das entidades parceiras do projeto na área do cooperativismo social, a parceria com o Ministério ajudou a capacitar pessoas para trabalhar de forma organizada em redes, realizar feiras, seguindo princípios da economia solidária.

“Agregamos o conhecimento de organização em redes os grupos coletivos, a realização de feiras, a capacitação em design e precificação de produtos. Atualmente, além de São Paulo, expandimos a metodologia adotada no Dr. Cândido Ferreira a projetos em Blumenau, Santa Catarina, e Curitiba, Paraná”, conta Pinho.

Sobre o Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira – SSCF

É uma entidade beneficente sem fins lucrativos inaugurada em 1924, e iniciou suas atividades, dedicada à atividade de Hospital Psiquiátrico. É referência no tratamento em saúde mental no Brasil desde 1993, pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Hoje, o principal objetivo do Cândido Ferreira é a desinstitucionalização, a participação social dos usuários e o respeito ao direito à convivência dos diferentes.

Atualmente, o Cândido Ferreira atende mais de mil usuários por mês e conta com um Núcleo de Retaguarda, quatro Centros de Atenção Psicossocial – CAPS (Caps Estação, Caps Antônio da Costa Santos, Caps Esperança e Caps Ad Independência), Serviços Residenciais Terapêuticos (responsável pelo cuidado de 29 moradias), um Núcleo de Oficinas e Trabalho – NOT, que oferece vagas em 14 oficinas, três Centros de Convivência: Espaço das Vilas, Rosa dos Ventos e Centro Cultural Cândido-Fumec, que oferecem alfabetização, convivência social e cultura, não só aos usuários de saúde mental das regiões onde atua como também às comunidades locais.
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